Eu não fui, mas vi!
E o Rock in Rio chegou ao seu fim… vai deixar saudades pra muitos, pra outros é um alívio, e pra todos, deixa algumas reflexões.
Os 7 dias de farra na “Disneylândia do Medina” (leia-se Cidade do Rock) foram legais pra muita gente, principalmente para patrocinadores que nunca ganharam tanta grana com um festival de música no Brasil. Para os policiais, faxineiros e motoristas de busão que fizeram as linhas de lá, um alívio completo.
No geral o festival me surpreendeu. Esperava coisa pior quando vi a lineup, recheada de “pops” e artistas já beirando a curva do fim da carreira. Mas, Rock in Rio sempre surpreende a gente. Claro que algumas coisas não foram surpresa nenhuma (como os patéticos shows de Claudia Leitte, Ke$ha e Glória ou um show de altissimo nível de Metallica, Stevie Wonder, dentre outros). Mas surpreendeu por exemplo a qualidade dos shows de algumas bandas e cantores, sobretudo as nossas aqui. Os shows de Capital Inicial e Skank, por exemplo, foram prova de que o Rock brazuka não se resume a Restarts, Cines e outras tranqueiras do gênero.
Como nem tudo na vida são flores, aturar a transmissão SD e ainda por cima em WideScreen do Multishow e seu péssimo grupo de apresentadores (Didi Wagner, Luisa Micheletti e o “sabonete” Beto Lee, aquele que acha tudo bom e tudo lindo), foi dose pra leão. Se bem que a coisa na Globo não estava tão melhor assim, tirando a imagem. Já que aturar Zeca Camargo, André Marques e Bruno de Luca é tarefa para bravos.
Mas quem tava lá escapou de tudo isso e viu muita coisa boa. O bem produzido show de Rhianna, o showzaço do Metallica, a apoteótica apresentação de Stevie Wonder (que ganhou o publico apenas com um piano, coisa que Elton John não fez), o corretíssimo show de Coldplay… e claro, a Rabiosa da Shakira em todos os seus ângulos possíveis. Ok, viu também Claudinha, NX Zero, Gloria, Ivete, Ke$ha… mas, faz parte do pacote oferecido pela Medina’s Family.
Muita gente questionou a mudança de foco na essência do festival, dando mais espaço a atrações pops. Pra mim, o nome Rock in Rio é mais que fato que virou puramente comercial. É um festival de música, quem faz sucesso toca lá, mas nada impede que se critique a qualidade das aparições de certos artistas e os mesmos aceitem estas criticas e não usem seus blogs pessoais para destilar seu veneno e frustração.
2013 vem ai e vejamos o que será mudado. Tem coisas pra se corrigir e outras pra se aprimorar/modificar. Até sugiro já uma. Começar os shows um pouco mais cedo, pra que se evite o que houve ontem, quando o galo começou a cantar e Axl Rose ainda estar se esforçando pra terminar seu show. E outra Medina, você colocar Angra e a fantástica Joss Stone no palco “alternate”, onde estavas com a cabeça????
E vamos ver se desta vez a gente vai, mas se a gente não for, que seja um Rock in Rio na TV com imagem em HD e som Dobly 5.1.
E para terminar, meu top 5 de musicas tocadas nesta edição e suas perfomances (sem ordem de preferência):
Começando por Viva la Vida, com Coldplay:
http://www.youtube.com/watch?v=IAg9p8Fv3ws
Capital Inicial, mandando o Sarney tomar Cajú!
Mestre Stevie Wonder, dando um show a parte na bossa nova:
Shakira, “omilhando” as periguetes cheias de celulite:
http://www.youtube.com/watch?v=nTczgVYyrX0
Metallica brincando de estourar auto falantes, com “One”:
PS: Desculpem o sumiço do blog neste tempão, mas essa eu precisava postar e falar um pouco, até porque foi a minha diversão nos ultimos 7 dias.
Publicado em 03/10/2011, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

Fala, Gusta! Boa análise do RiR.
Eu pude acompanhar in loco a edição de 2011. Nessa última fiquei vendo do sofá.
Você que não é daqui não tem a noção de quanto longe é a Cidade do Rock. Em 2001, saíamos de casa 13h e só retornávamos com o dia amanhecendo. Muito perrengue. Haja disposição! Mas valeu a pena.
Naquela época, eu tava cursando o 3º ano do colégio, o festival era em janeiro, a galera de férias escolares. E os preços? Pagava-se 35,00 a inteira e 17,50 a meia entrada por cada dia, diferente dos 200,00 de hoje!!!
A atmosfera do festival é única. Lá encontramos gente de tudo que é lugar, do Brasil e da América do Sul. E como sou do RJ, acabava sempre encontrando gente conhecida tb.
Hoje em dia, sem condições. Só mesmo se fosse num sábado.
No geral, a edição desse ano teve um saldo foi positivo.
Na edição 2001, tivemos os concertos memoráveis do Foo Fighters, REM, Neil Young, Sting, Cássia Eller w Iron Maiden.
Em 2011, tivemos Stevie Wonder, Metallica, Slipknot (não gosto, mas foi um showzaço), System of a down, Coldplay e Maná (sim, sou muito fã
.
Não gosto de comparações. Fica difícil até comparar. O lado em comum dessas duas edições foram as apresentações do Red Hot e do Guns. Em 2001, o RHCP estava explodindo, com o álbum Californication. Me surpreendi negativamente com a performance deles ao vivo. Em 2011, mais do mesmo.
O Guns pra mim acabou quando a banda original se desfez. Não sei como o Medina ainda vê Axl Rose como um headline. Mas, também pudera, tem muitos jovens que não vivenciaram o auge da banda e querem ‘aproveitar’ a atual fase, tendo em vista que a banda não acabou…
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Só para não passar batido, Rock in Rio sempre contou com atrações mais pop, como Ivan Lins, Baby do Brasil, Nina Hagen, na primeira edição. Na segunda edição, quem não lembre da boyband New Kids on the Block? E no RiR3? Sandy & Junior, Five, Aaron Carter, Britney etc.
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Em relação à transmissão do Multishow, muito pior em relação à edição de 2001, onde tivemos o João Marcelo Bôscoli nos comentários, profundo conhecedor de música.
Fiquei com vergonha alheia após o show do Maná, a Didi e a Luiza pedindo para a entrevista ser em inglés!!! Os caras da banda mandaram muito bem e responderam em espanhol.
E outra, me parece que elas não fizeram nenhum tipo de estudo prévio. Só comentavam as bandas famosas. Enfim, eu que sou um super fã do Maná fiquei puto com tanta merda que elas falaram…
Corrigindo: “Eu pude acompanhar in loco a edição de 2001″