Diário da Copa (Dia 31) – 14 cartões, 1 gol e “solo un campeon”

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Viva España!
Após 115 minutos agonizantes, que duraram uma eternidade nos corações espanhóis, o chute de Iniesta que estufou as redes holandesas soou como a libertação de um povo. O fim de uma agonia de décadas. O salão dos campeões do mundo agora tem um novo membro. E ele veste vermelho. Cor de sangue e de raça. Cor de Fúria.
Veja agora como foi escrita a história do oitavo campeão mundial da história das Copas.

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Antes da bola rolar no Soccer City, duas cenas. Uma delas, histórica. Uma Copa do Mundo em solo africano não poderia ficar sem a presença de Nelson Mandela. “Madiba”, como carinhosamente é chamado, desfilou num carro de golf por 15 minutos. Com a saúde fragilizada, Mandela não pode realizar o sonho de muitos, que seria vê-lo entregar a taça ao campeão. Mas, se a Copa esteve na África um dia, foi muito graças a esta lenda viva de nossa história.
A outra cena não foi nada agradável. Antes dos times entrarem no campo, um maluco Invasor entra no campo e tenta pegar a taça do Mundial, mas é contidosabe-se de la onde saiu, tentou colocar um gorro na Taça Fifa. Por via das dúvidas, o gaiato foi preso e certamente deve ter sido “bem tratado” pela polícia Sulafricana. Gente pra aparecer tem em todo lugar.
Finalmente, após esse pequeno probleminha, os verdadeiros “astros” do dia puderam pisar a grama e começar a decisão da 19ª Copa do Mundo. A sorte estaria lançada. Polvo Paul já tinha cravado seu palpite. Daria Espanha campeã. Caberia a Holanda desafiar as previsões do Polvo e lutar contra o seu passado, de dois vice campeonatos.
Ja a Fúria, era hora de confirmar todas as previsões a cerca de seu futebol bem jogado, voltado para o gol, desde a Euro 2008. Era hora de acabar com a pecha de “amarelona”.
Final de Copa geralmente são marcadas por serem jogos tensos, onde não se joga e sim se ganha um jogo. Mas, parece que passaram essa receita de modo errado pros jogadores. O pau cantou no Soccer City.
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Quem esperava o futebol arte se decepcionou. A Espanha do toque de bola bonito e a Holanda fatal nos contra-ataques ficaram pelo vestiário. Resolveram exibir seus dotes #felipemelolifestyle. E assim foram cinco cartões amarelos no primeiro tempo, sendo que pelo menos um merecia a expulsão – De Jong deu uma voadora no peito de Xabi Alonso. Felipe Melo, certamente de sua casa, aplaudiu a jogada.
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A primeira boa jogada da partida foi espanhola. Xavi cobrou falta na cabeça de Sergio Ramos, que, da marca do pênalti, obrigou Stekelenburg a fazer bela defesa. Depois a Holanda deu o primeiro chute a gol com Kuyt, de fora da área, nas mãos de Casillas. Aos 10 minutos quase sai o primeiro gol espanhol, com Sergio Ramos, que entrou na área, pedalou para cima de Kuyt e bateu cruzado, mas Heitinga tirou perto da linha. Um minuto depois, em novo cruzamento da direita, David Villa pegou de primeira de canhota e acertou a rede por fora.
Aos 34 minutos, um lance inusitado quase resultou em gol para a Holanda. Após o jogo parar para atendimento médico, Heitinga resolveu devolver a bola para Espanha e chutou, do seu campo, em direção a Casillas. A Jobulani (versão especial da final da Jabulani) quicou na frente do goleiro, que teve que se esticar para tocar nela e colocar para escanteio.
O troco holandes viria com Mathijsen na área, aos 36, mas o zagueiro furou feio. Aos 45, mais uma boa troca de passes e Robben, do bico direito da área, arriscou e acertou o cantinho esquerdo de Casillas, que conseguiu salvar.
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Após falta dura, Puyol recebe cartão amarelo: jogo truncado no início
Primeiro tempo faltoso e recheado de cartões. Ainda viria mais… muito mais!
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Os primeiros 45 minutos da decisão terminavam com placar em branco.
No segundo tempo, o equilibrio persistiu. Com dois minutos, a Espanha tentou sua famosa jogada de escanteio: Xavi cruzou, Puyol subiu e encostou de leve na bola, mas Capdevila furou na pequena área. Assim não dá!
A Laranja apostava em um contra-ataque certeiro e chegou duas vezes perto de Casillas. Mas Xavi chegou ainda mais perto do gol: em cobrança de falta aos nove, a bola passou rente ao travessão. Aos 15, um dos craques da Copa, Sneijder, resolveu dizer que estava la dentro do campo, quando acertou um lançamento perfeito para Robben entre dois zagueiros espanhóis. O atacante invadiu a área, cara a cara com Casillas, e chutou…
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…mas a bola bateu no pé do goleiro e foi para escanteio.

Aos 24, foi a vez de a Espanha desperdiçar a sua melhor oportunidade na final: Navas cruzou da direita, Heitinga cortou mal, e a bola ficou com Villa, na pequena área, mas o chute bateu na zaga e foi para escanteio. Aos poucos, a Espanha voltava a dominar as ações. E aos 31, Xavi bateu cruzamento na cabeça de Sergio Ramos, que, livre e de cara pro gol, concluiu para fora. Robben igualou o placar de oportunidades claras perdidas ao ficar novamente sozinho diante de Casillas, aos 38 minutos, depois de ganhar de Puyol na corrida. O goleiro saiu bem e evitou o drible. O festival de cartões amarelos seguia. Ja eram nove ao todo!

E assim os 90 minutos da decisão terminavam com placar em branco. A prorrogação era necessária, como em 2006, 94, 78… Opa! 78? Isso não trazia boas lembranças a Holanda.

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A prorrogação começou com o mesmo panorama da segunda etapa, com gols sendo desperdiçados a granel. Fabregas, que substituíra Xabi Alonso, recebeu ótimo passe de Iniesta e chutou para defesa salvadora de Stekelenburg com o pé. Depois, foi a vez da Holanda: Casillas saiu mal do gol em cobrança de escanteio, e Mathijsen não aproveitou, cabeceando para fora.

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A Espanha chegava com mais frequência e mais perigo, diante de uma já cansada Holanda. Iniesta, que começou a comer a bola na prorrogração, tentou um drible em vez de um chute e perdeu boa chance. Jesus Navas preferiu o caminho oposto e concluiu mesmo com Van Bronckhorst  à sua frente. A bola bateu nele e na rede pelo lado de fora.

A situação holandesa piorou quando o zagueiro Heitinga recebeu o cartão vermelho após falta forte em Iniesta. Começava a assar a batata laranja…

E ela assou de vez aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação. Jesus Navas correu em direção ao ataque, teve sequência com troca de passes, até Fabregas dar a assistência para Iniesta chutar cruzado, sem defesa para o goleiro Stekelenburg. Na comemoração, exibiu camisa em homenagem a Dani Jarque, capitão do Espanyol que morreu no ano passado, aos 26 anos. O choro copioso de Casillas no gol oposto era a senha do fim do sofrimento, da agonia de um povo. Bem vinda ao grupo dos campeões do mundo, Espanha!

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Iniesta faz a festa após fazer o gol do título mundial

Vibra, Iniesta! Teu gol é o fim da agonia da Fúria! O mundo é seu!

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Ao final do jogo, as cenas foram para entrar para a recordação de cada espanhol. O choro de Casillas, a alegria de Iniesta, a festa discreta de Del Bosque… tudo culminou com a Taça Fifa sendo erguida minutos depois. Para o choro de Nadal, Gasol, Zapatero, da Rainha Sofia e tantos outros espanhóis famosos ou não ao redor do mundo. E tambem para alegria do Polvo Paul, que sai da Copa invicto! Sem errar um palpite sequer.

Las imágenes de la gran final

Craque do jogo: Andrés Iniesta (ESP)
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HOLANDA 0 X 1 Espanha
 Stekelenburg, Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst (Braafheid); Van Bommel, De Jong (Van der Vaart) e Sneijder; Kuyt (Elia), Van Persie e Robben.
 
Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Xabi Alonso (Fabregas), Busquets, Xavi e Iniesta; Villa (Torres) e Pedro (Jesus Navas).
Técnico: Bert van Marwijk. Técnico: Vicente del Bosque.
Gol: Iniesta, aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação.
Cartões amarelos: Van Persie, Van Bommel, De Jong, Van Bronckhorst, Heitinga, Robben, Van der Wiel, Mathijsen (Holanda); Puyol, Sergio Ramos, Capdevila, Iniesta, Xavi (Espanha). Cartão vermelho: Heitinga (Holanda)
Estádio: Soccer City, em Joanesburgo (AFS). Data: 11/07/2010. Árbitro: Howard Webb (ING). Assistentes: Darren Cann (ING) e Michael Mullarkey (ING). Público: 84.490.

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Após a partida, a FIFA anunciou os vencedores dos premios individuais da Copa. Para surpresa geral, o uruguaio Diego Forlán foi eleito o melhor jogador da Copa. O camisa 10 uruguaio teve 23,4% dos votos dos jornalistas credenciados pela Fifa, superando Wesley Sneijder (21,8%) e David Villa (16,9%).
O alemão Thomas Müller tem o que comemorar em dobro: o meia foi eleito a revelação da Copa do Mundo pela Fifa e ainda terminou com a Chuteira de Ouro, por ter sido o artilheiro que deu mais assistências.
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E assim termina a 19ª Copa do Mundo. Agora a bola é nossa. Daqui a quatro anos, o show será em terras brazilis. A responsabilidade é de todos nós. Fazer um mundial tão bom quanto na África, não é complicado, mas vai exigir muito trabalho e acima de tudo SERIEDADE de todos.
Amanha o Post volta a falar de Copa, contando o que houve de melhor e pior em campos sulafricanos!
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A todos que nos acompanharam nestes dias de Copa, muito obrigado por sua visita aqui no Post. Esperamos estar com saúde para contar mais uma história em 2014.
Parabéns Espanha!
Ubuntu!

Publicado em 12/07/2010, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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