Diário da Copa (Dia 30) – Quem para a Alemanha (e o Polvo Paul)?


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Foi impossível parar essa dupla na Copa: Os meninos da Alemanha e o intrépido Polvo Paul não perdoaram (quase) ninguém e saem do Safári como grandes destaques. A meninada alemã sai da África com a sensação que “dava pra ganhar”, mas o terceiro lugar vem como com premio de consolação e abre os olhos do mundo para aquela que pode ser a nova geração a dar as cartas no futebol mundial nos próximos anos.
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Decisões de terceiro lugar em Copa costumam ser o “jogo da ressaca”. Mas ultimamente não é o que se tem visto. Em 2006 Alemanha e Portugal fizeram um belo duelo, vencido pelos alemães e comemorado por todo o país. Dessa vez era diferente. Havia um sentimento de frustração visível nos alemães, enquanto para o Uruguai ser terceiro colocado virou uma obsessão. Seria um mini título para a renascida Celeste, que fez uma fantástica campanha em terras africanas, embora jogando contra as previsões sombrias do Polvo Paul, que afiançou a vitória alemã.
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E num chuvoso sábado em Port Elizabeth, Alemanha e Uruguai faziam o penúltimo jogo desta Copa. A partida começou quente, bem diferente do que uma decisão de terceiro lugar geralmente é. Aos 5 minutos, já saia o primeiro cartão para os alemães. Aos nove minutos a primeira bola na trave, quando Friedrich cabeceou no travessão de Muslera, que ainda salvou a Celeste na sobra, ao defender a conclusão de Müller.
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Dez minutos depois, com um terreno molhado e traiçoeiro, ela não poderia deixar de aprontar. E então a charmosa Jabulani saiu arisca do pé de Schweinsteiger, a 117 km/h. Foi muito para o limitado goleiro Muslera, que soltou a bola pra frente e nos pés do elétrico Thomas Muller. Foi só empurrar pra rede. 1-0 Alemanha aos 19 minutos.
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Menos de 10 minutos do gol alemão, a Celeste deu o troco. Após Schweinsteiger perder a bola no meio do campo, nasce um contra ataque comandado pelo “vaiado” Luis Suarez (reflexos da “mano de Dios” contra Gana nas quartas de final). Ele então resolve calar os corneteiros e entregou a bola com açucar e amor para Cavani, que não cavou pênalti e mandou pra rede germânica. Tudo igual no jogo.
Depois disso, nada de muito interessante no primeiro tempo, exceto a chuva que chegou com força. Tudo igual no intervalo de partida.
No segundo tempo a dúvida era saber se os dois times iriam se atirar mais ou levariam o jogo a banho maria para a prorrogação e pênaltis. Engano, o segundo tempo foi muito melhor.
Começou com um golaço aos cinco minutos. Quando o grande nome do Uruguai nesta Copa, Diego Forlán, resolveu mostrar porque esta concorrendo a bola de ouro de melhor jogador deste mundial. Arévalo Rios tabelou com Suárez pela direita e cruzou para Forlán, que emplacou um lindo voleio no canto de Butt. Golaço. Quinto gol de Forlán na Copa, que coroa suas belas atuações e se consolida como o “Messias Celeste”. A Celeste vira o placar e o sonho de ficar no pódium volta a renascer.
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Ele brilhas muitxu na Celeste: Diego Forlán manda pra rede e agora é artilheiro da Copa!
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A resposta alemã não tardou. De novo o limitado Muslera entregou a paçoquinha. O goleiro saiu catando borboleta a lá Júlio César no cruzamento de Boateng, e Jansen cabeceou para o gol vazio. Tudo igual, 2 a 2.
O gol aparentemente sugou as forças da Celeste, que sentiu o baque. E aos 37 minutos, o ótimo volante Khedira calou a torcida uruguaia, quando após o bate-rebate na área, cabeceou para o fundo da rede, sem chances para Muslera, e fez o gol da vitória alemã. E, por incrível que pareça, quase a Celeste renasceu aos 48 minutos, quando assim como a música de Jorge Ben Jor diz, “numa falta na entrada da área, o Camisa 10 Celeste” Forlán mandou a Jabulani no travessão, arrancando o último suspiro da torcida. Fim de jogo. A Alemanha fica com a medalha de bronze, premio merecido para os garotos de Joachin Loew, que fizeram bonito com um futebol travesso e ofensivo, bem diferente do “padrão Alemanha” de jogar futebol. Para o Uruguai, quase deu para sonhar com a glória, mas a Celeste está renascida. De volta ao hall dos grandes do futebol mundial e pronta para alçar vôos mais altos no futuro (que não seja no Brasil, em 2014).
E quanto ao Polvo Paul, resta curtir agora os dias de celebridade mundial. Foram 7 jogos da Alemanha e 7 palpites corretos. Quem para ele? Te cuida, Mãe Dinah!
Isso sem contar o palpite de amanhã.
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Agora é esfregar os dedos e aguardar o jogão de mais tarde no Soccer City. Um novo campeão será coroado. Vida longa ao novo Rei.
Ubuntu!

Publicado em 11/07/2010, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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