Diário da Copa (Dia 27) – A Furiosa!

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Se ontem foi a vez das belas holandesas comemorarem a ida da laranja a grande final da Copa, hoje foi a vez das “guapas” espanholas ao som das castanhola vibrarem muito com a Fúria, que chega pela primeira vez a uma final de mundial. A antes “amarelona” Espanha, agora pode estar a 90 minutos de entrar para o G-8 dos campeões do mundo. Veja como foi a inédita classificação espanhola a final:
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GER0 x 1 ESP
Amarelona é o #$#%T$%$!
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Antes da bola rolar em Durban, muita gente cravava que Alemanha e Espanha fariam o grande jogo desta Copa. Motivos haviam para tanto otimismo, afinal estava no campo as duas seleções que jogaram o futebol mais plástico para os olhos até então. A maquina juvenil alemã entrava em campo sem uma de suas jovens estrelas, o ótimo Thomas Muller, suspenso. A Espanha tentava exorcizar o último de seus fantasmas: o de nunca ter chegado a uma final. Seria hoje o dia da redenção da Fúria?
Quando a bola rolou, a Espanha finalmente apresentou para o mundo aquilo que nos encantou desde a Eurocopa de 2008: O toque de bola de pé em pé, com produtividade e beleza. Já a Alemanha, estranhamente, voltava a ser a “chata” Alemanha de antes, aquela do pragmatismo, compacta, sem a eletricidade de seus garotos nessa Copa do Mundo.
Os números são frios como uma Coca Cola gelada: No primeiro tempo a Furia teve 57% da posse da bola, com seis chutes a gol, contra apenas um da Alemanha. A impressão que dava é que haviam 22 espanhóis no campo, contra 11 perdidos e confusos alemães. Os primeiros minutos foram elétricos da Espanha. Depois, a Alemanha comecou a ter um pouco mais de espaço. Só um pouco. No fim do primeiro tempo, um lance confuso, onde Özil deixou a perna para ser tocado por Sergio Ramos na entrada da área. Penal corretamente não marcado.
Algo faltava a Alemanha, além do gol. Talvez a resposta estivesse nas cadeiras do estádio: Mueller. A falta dele era evidente no campo. Intervalo de jogo e tudo em branco no placar.
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Schweinsteiger e Iniesta, 'cérebros' de Alemanha e Espanha
Schweinsteiger e Iniesta: Enquanto um domava a bola, o outro sofria sem ela.
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Na volta para o intervalo, a Espanha continuou sua operação “A pelota é minha”. Agora numa versão mais acelerada e perigosa. Determinada a por um ponto final no sonho Germânico de chegar a final, a Fúria foi colecionando uma série de gols perdidos. Vá contando: Na primeira, Pedro passou por meio time da Alemanha e rolou para Xabi Alonso, que bateu mal. Na segunda, Xabi Alonso teve nova chance, desta vez ao receber passe de Xavi, e voltou a errar. Na terceira, Villa bateu colocado, no cantinho esquerdo de Neuer, com muito perigo. Na quarta, a bola não entrou porque é teimosa mesmo.
Ainda viria a chance mais perigosa, quando aos 12 minutos a Espanha se aproximou da área alemã em bloco, trocando passes com precisão milimétrica, como se fosse futsal. Bola para Pedro, que mandou uma patada. Neuer espalmou, mas a jogada teve sequência logo depois, com Iniesta. O meia avançou pela esquerda, chegou à linha de fundo, já dentro da área, e mandou uma pancada como cruzamento. David Villa se esticou mais do que uma cobra, mas nao alcançou a Jabulani.
15 minutos depois enfim, veio o golpe fatal. Xavi cobrou escanteio e Puyol subiu, sem chances de defesa para Neuer. É, ele mesmo, que para alguns “analistas” de futebol é um zagueiro “qualquer” que só tem a fama que tem porque joga no Barcelona. Esquecem que ele é o simbolo do Barcelona e não é a toa que a anos é capitão. Carles Puyol, ou “Pujol”, segundo a mula do Galvão Bueno. Gol de La Roja!!! Jabulani na rede e enfim o Muro de Berlim caia. A maquina de Loew começava a enguiçar, logo na hora que mais era preciso. O fantasma espanhol estava prestes a ser exorcizado de uma vez.
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Puyol cabeça gol Espanha
Puyol testa pra rede a Jabulani: Acaba a agonia Espanhola!

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A Espanha ainda poderia ter chegado ao segundo gol, mas Pedro preferiu enfeitar o lance (o que aliás tem sido marca dessa Espanha) em vez de fazer o passe a Fernando Torres. Sorte que o gol perdido não fez falta. E o resto é alegria e tristeza. Alegria da Fúria, enfim tendo a chance de por seu pé no Panteão dos melhores do mundo, no templo do Soccer City, no próximo domingo. Aos alemães, mais uma vez, a Espanha poe água no chopp. Foi assim na Euro, foi assim hoje. Fim de sonho para os “moleques” Germânicos que encantaram o mundo, ao estuprarem Australianos, Ingleses e Argentinos. O Terceiro Lugar é o que restou, pouco para quem sonhou com a glória.
E assim, o grupo dos campeões mundiais terá um novo integrante no domingo. Vestido de laranja ou de vermelho?
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Craque do jogo: Puyol (ESP)
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FICHA TÉCNICA
ALEMANHA 0 X 1 ESPANHA

Local: Estádio Moses Mabhida, em Durban (África do Sul)
Data: 07/07/2010 (quarta-feira)
Horário: 15h30 (de Brasília)
Árbitro: Viktor Kassai (HUN)
Auxiliares: Rafael Ilyasov (HUN) e Bajadyr Kochkarov (HUN)
Gol: ESPANHA: Puyol, aos 26min do 2° tempo

ALEMANHA: Neuer, Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng (Jansen); Khedira (Gomez), Schweinsteiger, Trochowski (Kroos) e Özil; Podolski e Klose.
Técnico: Joachim Löw.

ESPANHA: Casillas, Sergio Ramos, Puyol, Pique e Capdevila; Busquets, Xabi Alonso, Xavi e Iniesta; David Villa (Fernando Torres) e Pedro (Silva)
Técnico: Vicente del Bosque.
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Amanha tem mais! Começando o aquecimento para a super final de domingo!
Ubuntu
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PS: Erroneamente ontém não disse quem foi o craque do jogo Holanda e Uruguai. Então o voto do Post vai para Sneijder (HOL)

Publicado em 08/07/2010, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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