Morrer de desgosto é possivel.

Você ja ouviu aquela expressão: “Fulano morreu de desgosto”?
Este senhor da foto, Joe Paterno, legendário técnico do futebol americano universitário dos EUA, com mais de 60 anos dedicados a uma única universidade (Penn State), morreu neste domingo aos 85 anos de idade. Oficialmente, de complicações após a saude abalada com um tratamente de câncer. Não oficialmente, de desgosto.
A pouco mais de 2 meses, Paterno foi demitido pelos diretores desta mesma universidade após um escândalo envolvendo assistentes de seu staff. Um dos auxliares de “JoPa” (Jerry Sandusky) foi preso, acusado de molestar sexualmente um garoto de 10 anos no próprio campus em 2002. Outras vítimas acusaram depois Sandusky de molesta-los nos vestiários da própria universidade. Paterno foi comunicado dos ocorridos, mas não tomou providências sobre as denúncias.
Com o escândalo vindo a tona e ganhando as páginas de jornais e manchetes de TV, não restou alternativa aos dirigentes de Penn State. Paterno foi demitido (por telefone), mesmo após 46 anos de serviços prestados a universidade como treinador, 2 titulos nacionais e mais de 400 vitórias no Futebol Universitário dos EUA.
Paterno iria se aposentar da universidade e do futebol após esta temporada, pois já estava com a saúde abalada, mas nem pode terminar o campeonato pois foi demitido a um jogo do fim do campeonato.
Não houve festa, nem despedida honrosa. Paterno saiu pela porta dos fundos…
Após a demissão, Paterno ficou doente, seu câncer de pulmão se agravou e culminando com sua morte, ontem pela manhã.
Mas, de verdade, Paterno morreu no dia de sua demissão. Não poderia mais fazer o que tanto mais gostava. Ser treinador de futebol. Conviver com os estudantes. Aquilo que fez por mais de 60 anos de sua vida.
Então, não se assustem, é possivel se morrer de desgosto, de tristeza.
Descanse em paz, Jo Pa!
Em 21 dias, assunto pra um ano todo…
Sem churumelas e sem discursos emocionados. Estamos de volta e agora voltamos de vez. Tava com saudade de blogar e agora espero que mais gente possa compartilhar as idéias que eu tentar delinear aqui.
Voltei, porque se tem uma coisa que me da nos nervos é assunto fútil, chulo, sem graça. Em uma semana o Brasil se superou. Conseguiu colocar em “pauta” assuntos que não mereciam nem um “A Tarde é Sua” de pauta. Mas viraram verdadeiros “debates nacionais”.
Certamente nessa semana você parou pelo menos alguns minutos da sua vida falando com sua mãe, com seus filhos, maridos, namorados, amantes ou amigos destes “temas”:
Estupro ou não no BBB? – Como se isso fosse uma coisa inédita na sociedade brasileira e até mesmo no próprio BBB. Quem não lembra da pernambucana Taciana fazendo “frango assado” na casa com o pagodeiro paulista numa das primeiras edições?
Luiza – Do nada, uma filha de um colunista social vira “celebridade nacional” por ter feito… nada!!! Pois é, apenas pelo fato de “estar no Canadá”.
Gravidez de “quadrigemeos” forjada – Como se de novo fosse a primeira vez que algo do tipo tivesse acontecido no mundo. E todo um país em “choque”.
Enquanto isso, não muito longe, aqui mesmo em Recife, enquanto toda nossa população discutia estes assuntos supracitados, super importantes para nossa vida, nossa vereança aprovavam um “suave” aumento de sua verba para “combustivel. Aumento discreto, coisa pouca, só de 60% do valor atual. Por sorte, a noticia pipocou nas redes sociais e arrumou um espaçozinho enquanto todo mundo se divertia com as trocentas montagens falando de BBB, Luiza e o escambau. E ai os vereadores recuaram de sua brilhante idéia e engavetaram o aumento.
Mas, se fosse aprovado, nada mudaria. O povo seguiria se divertindo com a futilidade. Afinal, o mais importante é por o “safado” do Daniel na cadeia (?), saber quando a Luiza volta pro Canadá e o que acontecerá com a mamãe virtual de quadrigemeos que nunca existiram.
E assim caminha o país do futuro. Apesar de tudo, ainda somos!
Tremei antis, o Post voltou com tudo.
Eu não fui, mas vi!
E o Rock in Rio chegou ao seu fim… vai deixar saudades pra muitos, pra outros é um alívio, e pra todos, deixa algumas reflexões.
Os 7 dias de farra na “Disneylândia do Medina” (leia-se Cidade do Rock) foram legais pra muita gente, principalmente para patrocinadores que nunca ganharam tanta grana com um festival de música no Brasil. Para os policiais, faxineiros e motoristas de busão que fizeram as linhas de lá, um alívio completo.
No geral o festival me surpreendeu. Esperava coisa pior quando vi a lineup, recheada de “pops” e artistas já beirando a curva do fim da carreira. Mas, Rock in Rio sempre surpreende a gente. Claro que algumas coisas não foram surpresa nenhuma (como os patéticos shows de Claudia Leitte, Ke$ha e Glória ou um show de altissimo nível de Metallica, Stevie Wonder, dentre outros). Mas surpreendeu por exemplo a qualidade dos shows de algumas bandas e cantores, sobretudo as nossas aqui. Os shows de Capital Inicial e Skank, por exemplo, foram prova de que o Rock brazuka não se resume a Restarts, Cines e outras tranqueiras do gênero.
Como nem tudo na vida são flores, aturar a transmissão SD e ainda por cima em WideScreen do Multishow e seu péssimo grupo de apresentadores (Didi Wagner, Luisa Micheletti e o “sabonete” Beto Lee, aquele que acha tudo bom e tudo lindo), foi dose pra leão. Se bem que a coisa na Globo não estava tão melhor assim, tirando a imagem. Já que aturar Zeca Camargo, André Marques e Bruno de Luca é tarefa para bravos.
Mas quem tava lá escapou de tudo isso e viu muita coisa boa. O bem produzido show de Rhianna, o showzaço do Metallica, a apoteótica apresentação de Stevie Wonder (que ganhou o publico apenas com um piano, coisa que Elton John não fez), o corretíssimo show de Coldplay… e claro, a Rabiosa da Shakira em todos os seus ângulos possíveis. Ok, viu também Claudinha, NX Zero, Gloria, Ivete, Ke$ha… mas, faz parte do pacote oferecido pela Medina’s Family.
Muita gente questionou a mudança de foco na essência do festival, dando mais espaço a atrações pops. Pra mim, o nome Rock in Rio é mais que fato que virou puramente comercial. É um festival de música, quem faz sucesso toca lá, mas nada impede que se critique a qualidade das aparições de certos artistas e os mesmos aceitem estas criticas e não usem seus blogs pessoais para destilar seu veneno e frustração.
2013 vem ai e vejamos o que será mudado. Tem coisas pra se corrigir e outras pra se aprimorar/modificar. Até sugiro já uma. Começar os shows um pouco mais cedo, pra que se evite o que houve ontem, quando o galo começou a cantar e Axl Rose ainda estar se esforçando pra terminar seu show. E outra Medina, você colocar Angra e a fantástica Joss Stone no palco “alternate”, onde estavas com a cabeça????
E vamos ver se desta vez a gente vai, mas se a gente não for, que seja um Rock in Rio na TV com imagem em HD e som Dobly 5.1.
E para terminar, meu top 5 de musicas tocadas nesta edição e suas perfomances (sem ordem de preferência):
Começando por Viva la Vida, com Coldplay:
http://www.youtube.com/watch?v=IAg9p8Fv3ws
Capital Inicial, mandando o Sarney tomar Cajú!
Mestre Stevie Wonder, dando um show a parte na bossa nova:
Shakira, “omilhando” as periguetes cheias de celulite:
http://www.youtube.com/watch?v=nTczgVYyrX0
Metallica brincando de estourar auto falantes, com “One”:
PS: Desculpem o sumiço do blog neste tempão, mas essa eu precisava postar e falar um pouco, até porque foi a minha diversão nos ultimos 7 dias.
O Rock errou?

Premiação do Video Music Brasil de 1995, realizada pela MTV:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Video_Music_Brasil_1995
Vejam que cantores e bandas do nível de Marisa Monte, Paralalmas, Chico Science e outros é que roubaram a cena da premiação…
Premiação do Video Music Brasil 2010, realizada pela mesma MTV:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Video_Music_Brasil_2010
Domínio total da “Família Restart”, vencendo a maioria dos premios, mesmo debaixo de vaias na platéia.
A pergunta que fica é: Novos tempos do Rock Nacional ou simplesmente o fim deles????
Com a palavra, você!


